
Além da Galinha Pintadinha, Maria Alice adora Xuxa, Patati Patatá e Barney e seus amigos... esse último tenho história para contar,mas fica para outro post! E qual o hit da sua casaw
Sinceramente não sei como devo agir. Essa semana Maria Alice chegou da escola mordida. Levou uma mordida do braço porque pegou o brinquedo de uma coleguinha e na semana anterior também foi mordida. Uma das tias, venho até mim e explicou o que tinha acontecido e pediu desculpas. Recebi a notícia normalmente, afinal poderia ser minha filha que tivesse mordido outra criança. Para os educadores, o revide deve ser evitado. A razão que leva uma criança a agredir outra, verbal ou fisicamente, não é maldade pura, e sim a incapacidade de resolver a questão de outra forma. O mesmo se dá com o revide. Ao instruir que responda um tapa, uma mordida ou um xingamento na mesma moeda, o educador ajuda a conservar a justiça retributiva, comum entre 3 e 7.
Para eles, o correto é guiar os pequenos para que encontrem soluções civilizadas, que envolvam diálogo, porque não se bate em ninguém, ainda que se tenha apanhado. "Por que você deixou que seu colega batesse em você?" é uma boa pergunta a ser feita, pois ajuda a despertar em quem sofreu a agressão um sentimento precursor da justiça - a indignação - que vai auxiliar na busca de uma solução correta e na conquista da autonomia. A criança não deve ficar livre para fazer o que quiser. É papel do professor ajudá-la a pensar as possibilidades, antecipar os resultados de suas ações e compreender o valor de regras de convivência. A tolerância é necessária para que todos convivam em harmonia e a escola, que insere a criança no mundo público, tem de tê-la como um ideal.
Ainda em conversa com a tia na escola, perguntei se minha filha tinha revidado, e ela disse que sim, com um tapinha. Por mais que a gente diga que não pode bater nos outros, ela mesma já toma a iniciativa, por um lado acho legal, porque ela sabe se defender, ou acho que sabe. Sempre converso com ela para não bater em ninguém, mas no fundo a minha vontade é dizer; não deixe ninguém bater em você, mas se bater, bata de volta!
Ninguém quer seus filhos levando mordidas, tapas ou qualquer outro tipo de agressão. Uma amiga minha tem uma filha de cinco anos e ela é sempre mordida, e pela mesma amiguinha. Perguntei se ela bate ou morde, se defende, ela disse que não. Já falou com as professoras, com os pais e o problema permanece. Não quero criar minha filha incentivando a violência, mas não ainda não sei o que fazer. Agora que ela está pequena não entende muito as coisas, e é natural acontecer coisas do tipo, faz parte, mas quando estiver mais velha??? E vocês o que acham do revide??
Como é bom ser mãe. Só que é, sabe a delícia que é ver seu filhote se desenvolvendo com saúde e feliz. Apesar do trabalho (porque ter filho dá trabalho) é muito gratificante. Maria Alice está com um ano e nove meses e fala tudo. Muito sabida minha filha (modesta!!). Cada dia é uma novidade. Agora ela pede para eu cantar e fica imitando, tipo dublando sem som é muito engraçado, fora as caras e bocas que ela faz. Todas as bonecas usam fraldas lá em casa e quem coloca??? Maria Alice. Não pode ver uma fralda de bobeira que pega e quando não consegue algo chega pertinho de mim e diz:
- Mãe, consigo não, ajuda.
Acho tão bonitinho. Fora as palavrinhas, outra coisa que acho o máximo e quando ela cai ou se machuca ou deixa cair alguma coisa. Ela fala:
- Poxaaaaa!
O que acho engraçado é ela saber empregar as palavras no momento certo. Olho para ela e digo, que menina esperta. Meu irmão do meio, diz que ela é extraterrestre de tão sabida. Maria é muito prestativa e carinhosa. Tem o lado difícil também, está tão teimosaaaaaa, mas não deixo barato, ela já fica de castigo e depois do minutinho sentada na cadeira do pensamento pede desculpas, uma gracinha. Tem que ter limite né?? Tem momentos que não desejo outro filho por vários fatores, mas quando vejo como é bom, penso em ter mais um, mas isso é conversa para um outro post.